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sábado, abril 17, 2010

O Diabo conseguiu!??!!??

Postado Anderson Martins, em informe cristão...


Cristianismo + Comunicação + Unidade = Informe Cristão

'' O padrão de conduta é alto demais, a carne é fraca demais, todavia a salvação é grande demais''

Numa das cartas do Diabo a seu aprendiz, escrita em 1942, o tentador diz o seguinte: ‘’ O que queremos mesmo, e desejamos muito, é que as pessoas tratem o cristianismo como um meio; de preferência, é claro como um meio para seu próprio beneficio

Não foi preciso esperar a chegada do terceiro milênio para descobrir que o Diabo conseguiu realizar o seu intento com o maior sucesso possível. Essa é a arma da maior parte das igrejas neopentecostais. Elas não cobram o preço do discipulado; sequer mencionam tal coisa. Porém oferecem as vantagens da fé: pensamentos positivos, destemor, sucesso empresarial, prosperidade, bens de consumo, longevidade e seus congêneres. Curiosamente, a estratégia satânica está enchendo o mundo com novos templos cristãos como novos fiéis.

Quando publicou as Cartas do Diabo a seu Aprendiz, há 67 anos, C.S. Lewis talvez não imaginou que acertaria em cheio. O Diabo conseguiu fazer com que pessoas procurarem o cristianismo não em busca da justificação (aquela benção primaria que significa o perdão de Deus), mas em busca de algum proveito secular. Hoje somos obrigados a ouvir certas pilhérias irreverentes e incômodas.

Contudo, assim como a sociedade brasileira precisa separar o trigo (as igrejas seriamente comprometidas com o evangelho) do joio (as igrejas comprometidas com o mercado da fé), os evangélicos e o povo em geral precisa separar a bem fundada e desinteressada critica ao movimento neopentecostal da critica motivada por interesses da mídia e empresariais.


Um ano com C.S Lewis (Editora Ultimato)

sexta-feira, março 19, 2010

"Triste realidade" ou "Sobre a taxa de desemprego..."


Tenho ficado muito triste nesses últimos dias com alguns acontecimentos que tenho participado e visto.
O que acontece de triste é que recebi um email de um amigo relatando sua viagem ao Haiti. A Jocum tem mandado equipes de ajuda emergencial praquele país. Lá eles ajudam com diversas coisas, necessidades reais naquele país pós terremoto. Engana-se quem pensa que só pelo terremoto que mandamos equipes pra lá. Já existiam jocumeiros lá antes mesmo do terremoto..., na verdade as equipe vão como apoio aos que já estão lá, já que somos uma grande família espalhada pelo mundo.
As coisas que esse grande amigo relata não são fáceis de digerir. Imagina só um país que mesmo antes do grande terremoto vivia em ruínas!! O que um terremoto pode fazer ali é piorar ainda mais..., mas os haitianos, de certa maneira enfrentam melhor que nós a situação, já que a destruição interna só se mostrou agora fisicamente, de maneira externa. E não estou sendo simplista nem diminuindo o sofrimento deles..., não!! Na verdade estou é mostrando que é muito pior do que pensamos ou imaginamos, já que nossa mente está limitada ao trauma das fotos e imagens televisivas e jornalísticas..., limitada à destruição pós-terremoto. São poucos os que tinham esse mesmo sentimento em relação ao Haiti antes do terremoto!
Também vejo a realidade aqui na Europa nesse tempo que eu e minha esposa temos servido no velho continente. O pouco de evangelho que temos aqui, que ainda sobrou e resiste ao tempo, é, em sua grande maioria, composto de pessoas de mais idade, que fielmente não largaram sua fé, ou então de latinos e imigrantes que aqui estão pra "ganhar a vida".
Igrejas-instituição pequenas são as referências por aqui, as maiores da região. Quando se entra, vê-se muitos estrangeiros e uns poucos, poucos mesmo, nativos. A palavra pregada já não gera mais ânimo, já não desafia mais..., se faz o máximo pra não perder adeptos. Muitas vezes vemos sinceridade, já que a realidade é muito diferente da visão que temos aí no Brasil, por exemplo. Nessa sinceridade já não há mais tanta força nos pastores, líderes dessa gente aqui. Eles já não sabem o que fazer.
Aí aparecem os estrangeiros e "injetam" um novo ânimo. E aí a coisa começa a fluir, pessoas começam a vir, as igrejas aumentam um pouco mas..., de estrangeiros, imigrantes. Nada contra, eles também precisam. Mas um comunidade assim é variável demais. Muito estão só de passagem, fazendo seu "pé-de-meia"..., não tem tanto compromisso com a comunidade nem mesmo com a propagação do evangelho nessas terras. Aí vem o desânimo de novo!!
Outro fator é que as poucas igrejas-instituições, portadoras das boas-novas, tem trazido muito mais usos e costumes, regras, legalismo, religiosidade do que relacionamento com a verdade, compromisso com Deus. É muito triste de ver..., sério..., só estando frente a frente com isso é que dá pra sentir.
Estou aqui generalizando e, claro, excluindo a exceção da regra..., existem sim, os poucos que estão firmes, fortes, animados, crescentes e fazendo a diferença..., embora em número ainda menor que o total de evangélicos. Só pra se ter uma noção na Espanha menos de 1 % da população são evangélicos, quase o mesmo número de testemunhas de jeová..., agora, imagina uma porcentagem mínima desse 1% realmente fazendo a diferença por aqui..., pois é!
Ontem, antes de dormir, vimos, eu e minha esposa, o filme Flordelis. Fala dessa mulher, nome do filme, que resgatava meninos de rua, jovens e adolescentes em situação de risco nas favelas cariocas, prostitutas, drogados, traficantes, assaltantes, filhos desses..., enfrentando tudo e todos pra fazer isso porque sentia que Deus a capacitava pra fazer isso. Chegaram a ter, ela e o marido, mais de 40 "filhos" encontrados pelas ruas, morando com eles..., numa casinha na favela!! A polícia veio atrás dela pra tirar os seus "filhos" e levá-los para as antigas FEBEM e FUNABEM, juízes expediam mandato de prisão, jornais divulgavam notícias péssimas sobre ela, etc..., até que ela fugiu pra rua com todos eles..., TODOS!! Dormiram na rua por um tempo..., TODOS!! Até que as coisas realmente começaram a mudar e Deus trouxe pessoas pra perto dela que se sensibilzaram, viram a realidade por detrás das notícias e os ajudaram, legalizando toda a situação, arrumando uma casa maior pra eles, fazendo a divulgação do filme pra isso..., atores da Globo participaram gratuitamente do filme..., e olha que são muitos atores famosos! E hoje alguns de seus "filhos" são profissionais de sucesso, tem família, saúde..., aqueles mesmos que estavam jogados no lixo, que eram nada, que estavam prontos a ser mortos pelo tráfico, que roubavam e matavam sem dó nem piedade..., Jesus pode realmente mudar realidades!!
E aí, me deparo com minha vida..., e a pergunta é: o que estou fazendo????
E aí, me deparo com o cristianismo no Brasil..., e a pergunta é: o que estão fazendo????
E aí, me deparo com as necessidades, tão reais e urgentes mundo afora..., e a pergunta é: o que estamos fazendo?????
Onde estamos, gente??? A luz que veio pra brilhar nas trevas!!? O sal que veio pra salgar!!? Aqueles que tem o AMOR, o próprio Deus, criador de tudo aquilo que hoje vemos caído, corrompido, deturpado..., e que tem a capacitação prometida pelo Espírito, que habita dentro de nós, pra mudar essas realidades mostrando que o Reino dos céus JÁ É chegado!!?
Onde estamos???
Não há nada, que nem mesmo chegue perto do razoável, de desculpa, de "estorinha" que contamos e que vai me convencer sobre não estarmos atuando nessas situações. Não há melhoria nos nossos prédios, bancos novos, ar-condicionado, melhoria no sistema de som, construções, pagamento dos "sacerdotes", etc..., que pode sequer chegar perto de me convencer de ser melhor do que investir na transformação dessas situações! Nada é mais urgente!! NADA!!!
"Ah, mas minha igreja está sem pintura, sem reboque, precisamos melhorar a iluminação, blá, blá, blá"!!! Conversei há dois dias com um rapaz de São Tomé e Príncipe, ali na África, que dizia que sua comunidade se reunia num local que só tinha as paredes laterais..., não tinha nem teto..., e eles estavam felizes da vida, fazendo diferença ali!!
E aí recebi essa foto pelo informativo que recebo do Portas Abertas..., veja que comunidade atraente!! Tem teto??? Cadê a grande parafernália de áudio e vídeo?? Onde está o ar-condicionado??? Cadê as portas automáticas de correr? Onde é que estão os banheiros climatizados com som ambiente?? E as cadeiras, ou seria melhor dizer poltronas, reclináveis, espumas deliciosas!?????
Mas, me parece mesmo que Deus está mais interessado em aumentar nossa já construída igreja, pra abrigar mais 100 pessoas, sendo que nem ainda conseguimos encher o aquário que temos..., é bem melhor assim do que enviar sustento alimentar para os haitianos, ou investir no discipulado da igreja européia, ou mesmo na melhoria de vida social e financeira dos países mais pobres..., é Ele é realmente desse jeito!! Mentira!!!!! Não..., Deus não é assim!!! Não sei se servimos ao mesmo Deus, mas o que eu sirvo não é assim!! 
Vamos acordar minha gente!!!! Ainda é tempo, embora ele voe rápido!! Temos muitos recursos, qualidade, habilidades..., temos médicos, advogados, engenheiros civis, pedreiros, cozinheiras, artistas, esportistas, políticos, etc, o suficiente em nossas poltronas confortáveis pra transformar essas realidades..., e ainda tem gente que diz que a taxa de desemprego está muito grande..., olha pro mundo..., olha só quanto trabalho temos pra ser feito!!! Empenhe-se em um destes..., se apaixone pelo Amor, e aja como Ele!!


"(Jesus) ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor" - Mateus 9:36

terça-feira, março 16, 2010

A benção de ser um derrotado!!!

texto retirado do blog Ovelha Magra










Ninguém gosta de perder... A perda sempre gera momentos de dor, angústia, frustração, insegurança em relação ao futuro e quase nunca estamos preparados emocionalmente para perder, seja pela surpresa, pelo inesperado que nos atropela de repente ou por precisar abrir mão de algo importante. Numa sociedade viciada em ganhar, onde, desde muito pequenos, somos adestrados e incentivados a agir sempre competitivamente em todas as coisas, aprendemos que somente os fracos perdem.

Em tempos como os que vivemos, a derrota parece ser o não sucesso, o não se sobressair tanto no mercado de trabalho como na conquista de uma pessoa desejada, não alcançar algo que se quer ou perder para alguém mais forte, aparentemente melhor preparado que a gente.

Não é tão incomum, e aliás está se tornando uma doença crônica que vai se alastrando incontrolavelmente, ouvir até mesmo os ambientes religiosos reproduzindo o velho discurso a favor da "vitória" a qualquer custo. Mesmo que para isto seja preciso abrir mão do bom senso, do Evangelho puro e simples ensinado por Jesus, não como um meio de ganhar tudo o que se quer ou se deseja, mas, mesmo na aparente derrota, encontrar o caminho da consciência pacificada de que todas as coisas cooperam sempre para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo um propósito infinitamente maior do que perder ou ganhar. Até mesmo a perda ou o não ser atendido na petição que fazemos se torna motivo de glória e livramento incontáveis vezes. Na perspectiva do Reino nem sempre os "vitoriosos", os "fortes" ou aqueles que chegam em "primeiro lugar" cheios de "honras" herdarão a terra.

Tenho visto uma geração inteira dentro dos templos/mercados pagando, e pagando muito caro, alguns dão o que não podem para tentar se tornar "vitoriosos" segundo as suas próprias perspectivas viciadas e distorcidas. Dão ofertas/oferendas generosas, fazem pactos, propósitos, compram o favor das entidades ou das forças e elementos da natureza afim de se tornarem imbatíveis. Querem fechar o corpo, ganhar força e poderes sobrenaturais para jamais perderem. Como se fosse possível, tentam até mesmo comprar o "in-comprável", acham que Deus é um negociador que distribui bens, fortuna e sucesso em troca de moedas, sacrifício ou serviço abnegado. Eles até ganham alguma coisa, conquistam lugares, pessoas, situações e demandas, mas acabam perdendo o essencial da vida. "Ganham" sempre, mas ganham sem paz, sem alegria, sem sabor e sem verdade.

Precisamos entender que nossa limitada e frágil humanidade, nossa derrota diante das vitórias que provocam mais mal do que bem, na verdade, é uma bênção. É exatamente a capacidade de perder que nos faz crescer para a vida. A perda não é sinal de fraqueza, mas sim de força pois é neste momento que a consciência de que não somos indestrutíveis cresce ou que nossa aparente força nada é, que descobrimos o dom do quebrantamento. Por incrível que pareça, o poder de Deus em nossas vidas se aperfeiçoa mesmo é na fraqueza, no reconhecimento de que o controle de todas as coisas é somente Dele. Perder ou ganhar, neste sentido tanto faz, é só mais um aprendizado.

A arrogância dos "vencedores" e dos "poderosos" é, de fato, a anti-vitória. Quem ganha sempre forçado ou comprado, está acumulando para si próprio uma perda irrecuperável, a destruição dos valores fundamentais da vida, da segurança de passar pelo vale da sombra da morte sem temer mal algum porque a presença Daquele que habita o coração dos quebrantados e humildes o acompanha.

Não! Eu não quero ganhar sempre, decretado, comprado ou profetizado... Ganhando ou perdendo, vou seguir minha vida habitando com Aquele que me faz mais do que vencedor até mesmo nas derrotas que me sobrevém, sendo seguido pela bondade e pela misericórdia todos os dias da minha vida.

Eu não sei se amanhã eu vou ganhar ou perder, a única certeza que está viva e pulsante no meu coração, todos os dias, é que eu sei em Quem tenho crido e sei também que Ele é fiel e poderoso para me guardar até mesmo no dia da derrota, no dia mal.


O Deus que chamou para junto de si os fracos e sobrecarregados te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

quinta-feira, março 11, 2010

Sobre Mateus 9:1-13


Quando, no versículo 13, Jesus diz pra que os fariseus aprendam o que significa: “Desejo misericórdia, não sacrifício”, creio que até mesmo eu tenha que aprender isso hoje.  Creio que muitas pessoas tem que aprender isso.
Comer com pecadores é o mesmo que, por exemplo, na cultura européia irmos nos bares pra conversar e “aculturar” com as pessoas. Ou pode ser ter amigos não crentes, que não são da nossa religião, e que mesmo assim podemos conversar, comer juntos, caminhar juntos.
Depois da conversão uma das coisas que facilmente perdemos é contato com pessoas não crentes..., nossas antigas amizades são deixadas de lado para as novas e “santas” amizades. Esse fato faz com que fiquemos separados das oportunidades de aprender o que significa: “Desejo misericórdia, não sacrifício”.
Quando estamos imersos em nossa religiosidade o mais fácil é temer tanto o Deus da nossa religião que nem conseguimos ver quando Ele está atuando..., temor esse que tem mais a ver com um medo, uma reverência extremada. Não cremos quando Ele usa sua autoridade pra perdoar pecados..., a não ser que algo que eu já conheça e que faça sentido pra minha religião aconteça, como o milagre, a visão, etc... Na verdade aí, a crença está num Deus que está sob o domínio da minha mente, daquilo que me é conhecido, onde EU possa ter a segurança de saber quem Ele é e qual a sua atuação..., já não há mais o movimento do mistério da fé, do desconhecido de Deus. O fato de eu conhecer ou não certas atuações do Pai não o fazem menos ou mais Deus.
O mais legal, porém, do que aprendi foi que mais uma vez Jesus dá uma “paulada” nos religiosos, e isso serve pra mim e pra nós hoje. O que ele está ensinando em relação ao desejo de misericórdia e não de sacrifícios é que os velhos rituais religiosos já não tinham sentido com a presença de Jesus. Ele queria mais do que religiosidade, ele queria vida! Vida baseada na vida dEle, cheia de graça e misericórdia. Estava nos mostrando as bases da Nova Aliança.
E quando Ele diz que não veio chamar justos, me parece uma bela e dura palavra pra nossas igrejas e religiões. Talvez hoje ele dissesse que não veio para as igrejas e religiões, pois esses se julgam sãos e salvos. Ele veio é para os doentes e pecadores..., e é com esses que também devo e devemos andar. Muito provavelmente as religiões e igrejas nem entrarão nessa caminhada. Porque Ele veio nos ensinar, com sua vida, o que realmente significa misericórdia e não sacrifícios.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Isso é de Deus!!!!!


Lendo um artigo da Bráulia Ribeiro me deparei com algo tão "hipnótico" nos dias de hoje que normalmente passa despercebido até por quem busca julgar todas as coisas retendo o que é bom.
Você já esteve em algum culto ou momento em que se ouve: "isso é de Deus", "é pra Deus", "Deus mandou", "Deus disse"..., e aquilo não "bate", não testifica no seu coração?
Mas, vamos levando, não dando tanta importância.
O que acontece é que esse é mais um (ab)uso da autoridade que institucional ou funcionalmente temos. Por estar num cargo de liderança, posso dizer com absoluta certeza(?) que tal e tal coisas são "de Deus"! Bráulia contava de um rapaz que estava querendo levar o palestrante pra jantar, a pedido do próprio palestrante. Porém, o líder da conferência não deixou, explicando não haver outro motivo senão o de que ele era o líder da conferência e não precisava explicar nada pra ninguém!
Simples assim!
Já explicamos outras vezes aqui, no post do Danilo sobre Jugo por exemplo, que não concordamos com essas idéias tiranas e ditatoriais que usam textos bíblicos totalmente decepados e, desculpem o termo, estuprados pelas maluquices desses tais líderes.
Mas, como a grande maioria do povo que se diz cristão hoje não faz algo muito simples, ler a bíblia, ou não tem vontade mas sim preguiça quando lê, não buscando, assim,  interpretação nem revelação sobre o texto bíblico o que vemos são essas exe-jegues bíblicas que moldam a sociedade cristã da nossa época.
É isso mesmo..., nossa cultura cristã hoje é tão "gospel" assim porque não lemos aquela velha coleção de livros chamada Bíblia, ou porque lemos não querendo interpretá-la..., afinal dá muito trabalho e exige tempo, e isso não temos..., "o importante é que sou líder disso aqui e o que eu falar veio de Deus, porque sou ungido dEle pra liderar vocês..., apenas creiam em mim"!!
Pra que possamos tomar alguma direção e buscar entendimento sobre essas questões, um breve e fácil texto sobre Hermenêutica e Exegese está aí, abaixo, tirado do site www.pregaapalavra.com.br.

O termo "hermenêutica" deriva do grego hermeneuein, "interpretar". A Hermenêutica Bíblica cuida da reta compreensão e interpretação das Escrituras. Consiste num conjunto de regras que permitem determinar o sentido literal da Palavra de Deus.
A IMPORTÂNCIA DESTE ESTUDO
  1. O próprio Pedro admitiu que há textos difíceis de entender: "os quais os indoutos e inconstantes torcem para sua própria perdição" (2 Pedro 3:15 e 16).
  2. A arma principal do soldado cristão é a Escritura, e se desconhece o seu valor ou ignora o seu legítimo uso, que soldado será? (2 Timóteo 2:15).
  3. As circunstâncias variadas que concorreram na produção do maravilhoso livro exigem do expositor que o seu estudo seja meticuloso, cuidadoso e sempre científico, conforme os princípios hermenêuticos.
  1. A REGRA FUNDAMENTAL
    A Escritura é explicada pela Escritura. A Bíblia interpreta a própria Bíblia..
  2. PRIMEIRA REGRA
    Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e ordinário..
  3. SEGUNDA REGRA
    É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase..
    Esta regra tem importância especial quando se trata de determinar se as palavras devem ser tomadas em sentido literal ou figurado. Para não incorrer em erros, convém, também, deixar-se guiar pelo pensamento do escritor, e tomar as palavras no sentido que o conjunto do versículo indica.
  4. TERCEIRA REGRA
    É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto, isto é, os versos que precedem e seguem o texto que se estuda.
  5. QUARTA REGRA
    É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras..
  6. QUINTA REGRA
    É indispensável consultar as passagens paralelas explicando as coisas espirituais pelas espirituais (I Cor 2:13). (I Cor 2:13).
  7. SEXTA REGRA
    Um texto não pode significar aquilo que nunca poderia Ter significado para seu autor ou seus leitores.
  8. SÉTIMA REGRA
    Sempre quando compartilhamos de circunstâncias comparáveis (isto é, situações de vida específicas semelhantes) com o âmbito do período quando foi escrita, a Palavra de Deus para nós é a mesma que Sua Palavra para eles.
EXEGESE

É o estudo cuidadoso e sistemático da Escritura para descobrir o significado original que foi pretendido. É a tentativa de escutar a Palavra conforme os destinatários originais devem tê-la ouvido; descobrir qual era a intenção original das palavras da Bíblia.
a.  contexto histórico: a época e a cultura do autor e dos seus leitores: fatores geográficos, topográficos e políticos, a ocasião da produção do livro. A questão mais importante do contexto histórico tem a ver com a ocasião e o propósito de cada livro.
b. contexto literário: as palavras somente fazem sentido dentro das frases, e estas em relação às frases anteriores e posteriores. Devemos procurar descobrir a linha de pensamento do autor. O que o autor está dizendo e por que o diz exatamente aqui?

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Evangelho dos pobres...

 

Marginalizados no mundo, centrais na Igreja

"Aqueles que são marginalizados no mundo são centrais na Igreja, e é assim que deve ser! Portanto nós somos chamados como membros da Igreja para continuar indo às margens da nossa sociedade. Os sem-teto, os famintos, os órfãos, pessoas com AIDS, nossos irmãos e irmãs perturbados emocionalmente - eles requerem nossa primeira atenção.


Podemos confiar que quando nós estendermos a mão com toda a nossa energia para as margens da nossa sociedade nós descobriremos que pequenas discordâncias, debates infrutíferos e rivalidades paralisantes irão gradualmente cessar e desaparecer.

A igreja será sempre renovada quando nossa atenção mudar de nós mesmos para aqueles que precisam do nosso cuidado. A bênção de Jesus sempre vêm a nós através do pobre. A experiência mais notável daqueles que trabalham com o pobre é que, no final, o pobre dá mais do que recebe. Eles nos dão comida..."

Henri Nouwen

 ___________________________________

Em mais um ótimo texto no blog do Hermes me senti meio que obrigado, mais uma vez, à defender essa causa, que creio ser o verdadeiro evangelho, postando as palavras do Henri Nouwen e do grupo de rap Ao Cubo, logo abaixo. Leia, pense, medite, reflita, comente.

Proibido Chorar 

Ao Cubo

A Cada dez horas, uma criança morta no Brasil
Homicídios contra crianças e adolescentes é apenas 16 %
Os adolescentes são responsáveis por apenas 1¨% dos homicídios praticados
Portanto não são os principais responsáveis pela criminalidade
Na verdade são vitimas da violência e da exclusão social no Pais
Já viram de tudo, menos amor e sossego,
no berço da violência crescem sem fé e sem medo
Entre armas e fardas, raiva causa o desespero
Não sei o que eu seria sendo assim desde cedo
Fecharam todas as portas e depois deram as costas
Já desacreditei endireitar pessoas tortas
Mas quem sou eu pra duvidar
Já vi muitos milagres, vi tanto bandidão
Transformado de verdade
Eu sei, tem uns covardes que se escondem atrás da bíblia
O que?
Ódio é doença, e tem cura é só querer
Vários manos querem ter referencia, estão confusos
Vendo pai em combate
Fuzilado de bruços
Criado pela rua
Pela pedra é o motivo
Alguma coisa não tá bem
São apenas meninos
Pedindo socorro
Esperando alguém ajudar
É proibido CHORAR

Socorro me ajuda
Por favor, me ajuda
Se tiver alguém aí com Fé
Não consigo mais ficar em Pé ( 2x )

O desprezo sofrido
Ofensa no mais alto nível
São herdeiros do crack
Como isso é possível?
Quem que cresce normal depois de um parto no lixo?
A seqüela é ação e a reação é terrível
Varias internações
Em orfanato e FEBEM
A viciada que te teve não te quer bem
Lembra como ninguém, e é impossível esquecer:
"Vai procura outra mãe, não gosto mais de você!"
Ela deve saber
Que o veneno amarga
Ainda deve sentir
O sabor da palavras:
"Sou muito pequeno
Pra me defender
Não vê que isso machuca
Quer me ver Sofrer?"
Quem conhece o ditado
Tal pai, tal filho
Se a mulher é isso aí
Imagine o divino
Depois de longos 11 anos e meio de reclusão
Na capivara registrado
Ex-preso ex-ladrão
Sem trampo, doente
Sem dente
Sem profissão
Com os trapos do corpo
Um lanche
E a passagem no buzão.
Permissão pra liberdade?
Presente de grego!
Vai Lá pro ultimo lugar
Na disputa injusta pelo emprego
Marcado pelo antecedente atrás da grade
Num mundão monstrão
bem pior, sem volta, sem massagem
Catar uma latinha, uns papelão?
Jamais!
Vai pra trás da muralha juntamente com outros pais
Maldição hereditária, voraz
É bem capaz!
Espírito do mal pega o que é seu e sai!
Se ninguém estende a mão
Como vão dar um breque
Se os moleques estão perdidos
Nem passam dos 17
Só há uma razão pra crer
E VÁRIAS PRA DUVIDAR
É PROIBIDO CHORAR

Socorro me ajuda
Por favor, me ajuda
Se tiver alguém aí com Fé
Não consigo mais ficar em Pé (2x)

O desespero, comando,
Rajada, droga e tortura é o ninho onde os assassinos nascem,
crescem sem fartura
Descaso sem culpa nenhuma
E ninguém quer saber
Jogados na vala
Sem fala
Programados pra morrer
E o ódio traz mais ódio
E não pára de crescer
É o mal que o fogo faz quando começa arder
E pra ter e manter as sanidade sempre estável
Entre os sobreviventes
É só mais um miserável
No fundo do fundo
Queriam ser normais
Até um mau aluno, desses que reprovam pro futebol largam tudo
Desses que apanham na mão
Castigos pra correção
Mas saber que alguém se importa
E que dá atenção
Não não não
Não é caso de policia
Nem de Estado corrupto
Que só faz viaduto
Pra desviar mais tributo
Na moral quem ta são
Quem é o sal da terra o adubo?
Quem que foi chamado pra transformação e luz do mundo
Esqueceu o pobre, é esqueceu o Reino,
é, perdeu o rumo!
É, esqueceu pra que veio?
Lembre sempre do Ao Cubo
Todos são teus, na claridade ou no breu
Não quer perder nenhum filhote
Não vai dar nunca deu
Precisa mais que clamor, ação do adorador
Levanta e marcha soldado, sua missão não acabou
Pra que vamos dividir se a ordem é se misturar
É Proibido chorar

Socorro me ajuda
Por favor, me ajuda
Se tiver alguém aí com Fé
Não consigo mais ficar em Pé (2X)

sábado, janeiro 30, 2010

Transformando realidades, da raiz!


Estive pensando nas nossas inúmeras tentativas de nos corrigir. Vez ou outra pegamos nosso pecado pelo pescoço com toda sinceridade e resolvemos acabar com ele de uma vez por todas.
Algumas vezes também fazemos isso pra mudar realidades..., de nossas igrejas-instituições, de nossas instituições-bases missionárias, de comunidades carentes, bairros, etc...
Pegamos os pecados e queremos arrebentá-los!! Que saiam de nós..., e rápido!
Muitas vezes usamos os métodos corretos de confessar, algumas vezes até publicamente, e deixar de lado. Fazemos do verdadeiro sentido de arrependimento algo real em nós. Nos quebrantamos..., vamos falar com as pessoas certas...
Mas, vez ou outra também voltamos a cometer os mesmos pecados e não vemos nenhuma mudança real, permanente e a longo prazo. Nossas comunidades continuam a mesma. Não há desenvolvimento social em nossos bairros, em nossas cidades. Nossas instituições continuam enfrentando permanentemente as mesmas situações.
Você já se perguntou porque??
Não quero ser simplista e encerrar a discussão aqui, mas queria dizer um pouco do que vejo acontecer. Se você discordar ou quiser acrescentar o formulário de comentários está aí, sem moderação de comentários..., fiquem a vontade!
Quero, antes de tudo, deixar um texto pra lermos juntos:
"...porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal... Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém. Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas... Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável para praticarem o que não deviam. Tornaram-se ..."
Você pode ler isso em Romanos, no capítulo 2, de maneira mais completa.
Veja só quantas vezes está escrito "ele os entregou"!! E vê lá os motivos pra isso...
Por isso creio que, apesar de estarmos muitas vezes tomando atitudes corretas, estamos tratando determinadas situações apenas pelos frutos ou por aquilo que é mais visível. 
Pense numa árvore frutífera. Ela tem raíz, tronco, galhos e frutos. Se virmos que os frutos são ruins e retirarmos eles, o que acontece logo depois?? Os mesmos frutos crescem novamente. Ainda que a atitude de tirar os frutos seja boa e correta naquele momento, muitas vezes o que temos que fazer é mudar a natureza desse fruto e não simplesmente arrancá-lo.
Arrancar os frutos por si só não faz mudar realidades pois, no devido tempo, o mesmo fruto vai crescer. A raiz da árvore é nossa mentalidade, e é lá que devemos chegar.
Você nunca teve a impressão de, mesmo tratando de um pecado, ter algo além daquilo. Algo mais profundo?
Pois é, é a nossa mentalidade, nossas crenças. Elas é que determinam nossas atitudes, os frutos que damos.
E, se queremos mudar uma realidade de uma vez por todas, devemos tratar do assunto na raiz. Se os frutos não tem sido bons, temos que arrancar a àrvore e plantar uma outra, alicerçada numa boa semente, que vai dar uma boa raiz, gerando bons frutos!
E isso tem a ver conosco mesmo, com nossas instituições que fazemos parte, com nossa comunidade, em nosso trabalho, etc...
A verdade é que, como diz no texto, temos que entender que por conhecer a Deus e não dar a devida glória pra Ele, Ele nos entregou a..., por não dar graças a Ele, Ele nos entregou a..., por trocarmos a verdade de Deus pela mentira, Ele nos entregou a..., por adorarmos e servirmos a coisas criadas ao invés do Criador, Ele nos entregou a..., por desprezarmos o conhecimento de Deus, Ele nos entregou a...
Veja bem que por não tratarmos de certos assuntos na raiz do problema, ficamos entregues a cometer novamente todo tipo de atitudes reprováveis e contrárias a natureza de Deus. Se continuarmos tratando somente dos pecados, das más atitudes, dos frutos, não estaremos alcançando êxito permanente pois nossa mentalidade ainda não mudou!
Já ouviu aquela frase: "Tiram o pobre da favela mas não tiram a favela do pobre?". Pois é mais ou menos assim com o pecado: queremos tirar o pecado do pecador, mas não o pecador do pecado.
Se tratarmos desses pecados voltando a reconhecer a glória de Deus, dando-lhe graças, não trocando mais verdades por mentiras, o adorando e servindo no lugar de adorar e servir à pessoas, imagens ou instituições,
o conhecendo e dando valor à esse conhecimento, é certo que conseguiremos transformar realidades de uma vez por todas, a longo prazo.
É claro que o processo é constante e demorado, porém, mais do que nunca se faz necessário.
Por isso, façamos o exercício de olhar pra nossa realidade e as que existem ao nosso redor de maneira mais reflexiva e crítica, tentando identificar as raízes dos problemas e buscando soluções pra transformação através da renovação da nossa mentalidade, não mais dando aspirina pra cura dos nossos "tumores cancerígenos"...
Participe dessa reflexão..., comente e complemente!!

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Mais que um mero poema


Ahh se entendessemos o que realmente é ser igreja..
Ahh se o amor fosse algo vivo dentro de nós...
Ahh se nosso edredon quente fosse de todos que sentem frio...
Ahh se nossa comida fosse de todos que batessem em nossa porta...
Ahh se nós ficássemos tristes com tantas tragédias...
Ahh se essas tragédias trouxessem pra fora nossa compaixão perdida em algum lugar...

Ahh se não matássemos nosso próximo com nossas palavras...
Ahh se deixasse de viver pra que outros pudessem viver...

Ahh se eu confiasse de verdade neste tal evangelho...

Ahh se minha mente fosse renovada por Cristo e não por mim mesmo...

Ahh se não quisesse ser melhor do que o outro...
Ahh se nós desejássemos ser diferentes ...
Ahh seCristo reinasse em nosso coração...

Ahh se nossa vida com Deus não fosse um mero poema...
Ahh se deixássemos Deus ser realmente Deus em nossa vida...

Seria diferente???



Mais que um mero poema Rosa de Saron

Parece estranho
Sinto o mundo girando ao contrário
Foi o amor que fugiu da sua casa
E tudo se perdeu no tempo

É triste e real
Eu vejo gente se enfrentando
Por um prato de comida
Água é saliva
Êxtase é alívio, traz o fim dos dias
E enquanto muitos dormem, outros se contorcem
É o frio que segue o rumo e com ele a sua sorte

Você não viu?
Quantas vezes já te alertaram
Que a Terra vai sair de cartaz
E com ela todos que atuaram?
E nada muda, é sempre tão igual
A vida segue a sina

Mães enterram filhos, filhos perdem amigos
Amigos matam primos
Jogam os corpos nas margens dos rios contaminados
Por gigantes barcos
Aquilo no retrato é sangue ou óleo negro?

Aqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã
Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã
Faça uma criança, plante uma semente
Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
A vida é mais que um belo poema
Ela é real

É pão e circo, veja
A cada dose destilada, um acidente que alcooliza o ambiente
Estraga qualquer face limpa
De balada em balada vale tudo
E as meninas
Das barrigas tiram os filhos, calam seus meninos
Selam seus destinos
São apenas mais duas histórias destruídas
Há tantas cores vivas caçando outras peles
Movimentando a grife

A moda agora é o humilhado engraxando seu sapato
Em qualquer caso é apenas mais um chato

Aqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã
Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã
Faça uma criança, plante uma semente
Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
A vida é mais que um belo poema
Ela é real

E ainda que a velha mania de sair pela tangente
Saia pela culatra
O que se faz aqui, ainda se paga aqui
Deus deu mais que ar, coração e lar
Deu livre arbítrio
E o que você faz?
E o que você faz?

Aqui jaz um coração

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Troquemos o jugo urgente!!!

Ontem um casal de amigos estava em casa. Fritamos peixe, assamos frango. Assistimos ao jogo da tarde. As mulheres resolveram comer novamente. Precisávamos de mussarela. Íamos fazer tapioca. No caminho até a padaria para cumprir nosso objetivo, fomos conversando sobre algumas coisas. Posso dizer que talvez conversamos todos os dias. Futebol, palhaçadas, nossas viagens, missões; mas ontem um assunto apareceu sobre um livro que lemos. Disse pra ele que queria escrever no blog sobre isso. Vou postar aqui uma passagem do livro que explica bem o que queremos dizer.

Livro: Repintando a igreja - uma visão contemporânea
Autor: Rob Bell


" Rabinos antigos entendiam que a Bíblia é aberta e tem de ser interpretada. Eles entendiam que a função deles na comunidade era estudar e meditar, discutir e orar, e depois tomar decisões. Os rabinos eram como intérpretes, auxiliam o povo a entender o que Deus está lhes dizendo com o texto e o que significa viver de acordo com esse texto. Tome por exemplo o mandamento do sábado em Êxodo. Um rabino dividiria as ações essencialmente em duas categorias: atividades que o rabino permitia no sábado e atividades que o rabino proibia no sábado.

Ele era movido pelo desejo de chegar o mais próximo possível o que Deus pretendeu originalmente dizer no mandamento. Um rabino poderia dizer que alguém tinha permissão para andar uma certa distância no sábado, mas se caminhasse além disso, seria trabalho e, consequentemente, violação do sábado. Outro rabino poderia permitir que se caminhasse uma distãncia maior, mas proibir a prática de determinadas ações e outro rabino permiti-las.


Rabinos diferentes tinham conjuntos de regras diferentes, que na verdade eram listas diferentes do que eles proibiam e do que permitiam. Um conjunto de regras e listas de um rabino, que eram na verdade a interpretação dele de como pôr em prática a Torá, chamava-se jugo do rabino. Quando se seguia um rabino, aceitáva-se o seu jugo.


Houve até mesmo um rabino que disse que seu jugo era suave.

A intenção dos rabinos com seus respectivos jugos não era, portanto, apenas interpretar a mensagem corretamente - era pôr essa mensagem em pratica. No ambiente judaico, o objetivo era sempre a ação.


Observe o que Jesus diz em suas primeiras passagens: " Não pensem que eu vim abolir a Torá; não vim abolir, mas cumprir." Em essência ele dizia: " Eu não vim eliminar as palavras de Deus, mas para mostrar ao povo como é viver a Torá perfeitamente, até nos mínimos pontos e sinais da escrita."
Os rabinos tinham termos técnicos para esse processo infindável de proibir e permitir e fazer interpretações. Eles o chamavam de " ligar e desligar". "Ligar" alguma coisa era proibi-la. "Desligar" algo era permiti-lo. "


Vamos agora viajar para dentro de nós...como "pessoas pensantes."

Muitas vezes ouvi pastores, missionários, crentes de igrejas, dando sermões usando algum versículo da Bíblia que olhei e pensei: " Não pode ser isso não....alguma coisa tá errada!!!!"

Esse versículo mesmo, que fala sobre ligar e desligar. Quantas interpretações já vimos sobre esse trecho? Você mesmo pode ter se lembrado de algum momento em que usou este versículo.
Oramos assim: " se tá ligado na terra, tá ligado no céu." Queremos muito algo, estamos passando por dificuldades financeiras...e por isso adoramos ouvir alguém dizer isso pra nós. Nos conforta, traz esperança. Parece que como um passe de mágica, tudo começará a dar certo. Mas será que é isso mesmo que o versículo está querendo nos dizer!!!

Quando Jesus fala sobre ligar e desligar, Ele está dando-nos a autoridade de fazermos novas interpretações sobre as escrituras. Ele não apenas estava lhes dando autoridade, mas também estava dizendo que, quando eles debatessem, discutissem, orassem e lutassem e tomassem decisões acerca da Bíblia, de alguma forma, nos céus, Deus estaria envolvido. Nos deu autoridade de orar, discutir e tomar decisões a respeito de como tornaríamos prática a palavra de Deus.

Jugo - olhamos para essa palavra na Bíblia e lembramos do que? Boi? Peso? Dominio? Com certeza sim...a igreja tem ligado e desligado coisas, tem feito suas regras e leis para que cristãos sirvam suas instituições, não fujam dos parâmetros do que seus líderes querem. Esse é o jugo em que o mundo cristão brasileiro vive; um jugo de escravidão, de morte, de ganho e não de perda, de vitória ao invés de cruz.

Quando Jesus propõe que troquemos nosso jugo com o Dele, não tem nada a ver com tirar certo peso das minhas costas, ou mesmo trocar minha dificuldade com a tal facilidade de Jesus. Ele está nos propondo a troca de nossas crenças erradas pela crença em seu jugo. Jesus está nos mostrando através da Bíblia uma maneira de interpretarmos e colocarmos em pratica todos os ensinamentos de Deus. Trocar o jugo é segui-lo constantemente, acreditar e praticar suas verdades.

Precisamos avaliar o que está sendo falado em nossas igrejas, parar de engolir todo o ensinamento estragado e corrompido. Acredito que tudo o que a igreja cristã está passando é por causa de certos jugos, interpretações totalmente tortas da palavra de Deus, usando essa mesma palavra para fins lucrativos, para tornar o homem mais poderoso que o próprio Deus. A igreja tem ligado e desligado coisas, mas com certeza não é movida pelo desejo de chegar o mais perto possível do que Deus quer dizer.

Precisamos ler o livro mais precioso que temos - a Bíblia. Precisamos discutir, orar, tomar decisões.

Trocar o jugo do homem pelo jugo de Deus.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Razão versus Emoção



Estive pensando nos sentimentos, emoções. Nos nossos, nos que vemos em outros..., naqueles provocados, nos que provocamos!
Como diria Roberto Carlos (o cantor, não o do Coríntia!!): são tantas emoções!!
No péssimo evangelho que tem sido pregado por aí também são tantas emoções!!
Tenho percebido que sem emoções já não se faz um culto. Sem os sentimentos aflorados já não há mais pregações, músicas, orações, relacionamentos, curas..., tudo é feito com a receita dos sentimentos e emoções expostos com muito choro, riso, grunhido, chu, chê, chi, caras de piedade ou contorcidas, etc...
E a razão?? Aquela do tal culto racional?? Aafff..., tá longe hein!! Afinal, a letra mata! Pelo menos é o que dizem por aí.
O importante é o espírito mover ou o mover do espírito, seja lá o que isso queira dizer!!
Por exemplo, quando vemos algo como o que aconteceu no Haiti o que fazemos? Sentimos. Dó, pena, nojo, medo, angústia, tristeza, pavor..., tudo vira emoção: choro, ansiedade, revira o estômago!!
Aí, daqui a pouco a mídia inventa outra notícia grande que, como uma âncora, puxa todo nossos sentimentos e emoções pra outro lado. Logo esquecemos o pobre e coitado Haiti.
Enquanto sentimos, fazemos um esforço pra, ao menos, orar um pouquinho sobre eles. Afinal, minha oração é puro sentimento, choro, falo umas línguas estranhas (estranhas até pra Deus!), derramos lágrimas com gritos, unção do riso vem, etc e tal...
Algo além??? Nada!!

O sentimentalismo que toma conta dos evangélicos gospel não traduz o que é o verdadeiro evangelho. As emoções não transformam realidades!! Na verdade elas são só um alerta de que algo de diferente está acontecendo. Veja bem, não sou contra os sentimentos e as emoções, nem mesmo contra expressá-los, porém temos que saber qual é o seu lugar. Aquele famoso "equilíbrio" de que muitos falam.
Os sentimentos e emoções tem que provocar uma reação. Eles não podem ser a reação em si. Eles só nos param, não nos colocam em movimento. Mas não sabemos disso, afinal, o importante é sentir o mover!
Sentiu aí?? Ui..., arrepiou!! Hehehehehehe...
O Haiti continua lá, desolado, destruído, faminto, sedento, triste, caído e precisando do principal: AMOR! Expressões prática do amor e não o sentimento do amor! Sentir todo mundo sente..., mas os sentimentos de amor não reconstruíram nem tem ajudado a reconstruir Angola depois de anos de guerra civil! Tampouco estão ajudando a reconstruir e reformular a vida social e espiritual dos que sofreram com os tsunamis, 11 de setembro, guerra no Iraque, etc...
Outro exemplo do malefício da exaltação do sentimento/emoções em detrimento da prática é o que acontece conosco, missionários. Se eu coloco em minha carta informativa que estou precisando levantar dinheiro pra passear no cinema pelo menos uma vez por mês com minha esposa..., ai de mim!!! Mas se coloco que desejo influenciar o mundo artístico, do cinema e das tele-novelas e por isso preciso me atualizar, isso sim, mexe com as emoções..., afinal, que lindo, o casal doando sua vida pra impactar pessoas! Eles merecem minha oferta!!
Se digo que vou pra Espanha passar 3 meses servindo um casal que lá conhecemos não mexe tanto quanto eu colocar fotos de menininhos pelados e sujos, com ranho no nariz e ramela nos olhos, num bairro pobre e destruído do norte do continente africano. Ah se meus projetos fossem todos pra Índia, África e China!!!

Pouco importa se no sul da Espanha tem menos cristãos do que na África..., eles são ricos, não precisam de Deus..., afinal não mexe com meus sentimentos, África sim, mexe! Pouco importa se a África é o continente mais evangelizado do mundo, ou se na China temos a igreja evangélica que mais cresce no mundo..., lá tem os menininhos sujinhos, pobrinhos, barrigudinhos, de chinelo de dedo ou pé no chão que eu vi numas fotos e vídeos de missões..., ah se soubessem que são as mesmas fotos que todos colocam, que raramente falam da realidade dos trabalhos que vão enfrentar de verdade...
Aí, alguns de nós tem se vendido por uns trocados mendigados! Ao invés de falar a verdade em seus informativos missionários só colocam fotos de momentos de choro e oração, com as mãos levantadas ou abraçados com alguma criancinha com cara de pobre na frete de uma casinha humilde ou creche. Quando, na verdade, isso fez parte de apenas um ou dois dias no mês. Mas, enfim, não dá pra escrevermos que precisamos de uma graninha pra comprar um presente para meu filho no Natal, coisa natural pra todos as crianças nessa época. Ou então que preciso de um dinheirinho pra uma viagem de 3 dias de folga pra curtir minha esposa. Não..., isso não mexe com as emoções!! Depois, quando algum missionário escrever pedindo dinheiro pra ir no psiquiatra porque tem sofrido transtornos de tanto trabalhar sem momento algum de folga, isso vai mexer com as emoções..., ou quando escrever pedindo ajuda de algum psicólogo e advogado pra realizar os trâmites (é assim que escreve?) do divórcio porque não teve tempo de qualidade com a esposa devido a falta de tempo e dinheiro, talvez isso mexa com os sentimentos!
Não, ainda não estamos passando por nada disso..., é um mero exemplo..., aliás, estamos muito bem, obrigado!
O problema é que não gostamos de usar a cabeça, a razão. E assim, não transformamos realidades! A realidade dos Haiti's da vida continuam a mesma. A realidade do cenário de missões pouco muda! A realidade nas nossas igrejas, pior, tem mudado pra mal!
Mas nós sentimos muito por isso! Ficamos tristes. Choramos e oramos no mover do espírito! Algo mais? Não!
Que possamos voltar a razão, essa é minha oração. Que saibamos colocar os sentimentos e as emoções no devido lugar delas, mas que a reação à elas seja a prática de algo que possa transformar tais situações. Que nós mesmo possamos nos transformar, não pelos sentimentos, mas pela renovação da nossa mente..., creio que assim poderemos transformar realidades e dizer que somos, de fato, cristãos comprometidos com o evangelho!
Que possamos sentir menos, nos emocionar menos, não porque isso faz mal, mas porque já o fizemos demais. E que possamos sair do estado de letargia causado pelas emoções para um estado de mover prático e altruísta, impactando sociedades através do AMOR de Deus, promovendo seu Reino por onde pudermos passar. Que mudemos a cara dos Haitis, Angolas, favelas brasileiras, igrejas-instituições, comunidades carentes, políticas nacionais, sistemas de saúde, através da atuação prática, gerada, talvez pelos sentimentos que um dia afloraram, mas que agora deram lugar às atitudes!
Esse sim, é o verdadeiro evangelho! E é por isso que desejo viver e lutar pra que outros também possam enxergar e passar a viver! Vem comigo?

terça-feira, janeiro 12, 2010

Porque não quero uma igreja de vencedores?



Artigo do site: www.tocandoasnacoes.com.br, de autoria de: Vinícius O. S. Guimarães (vinicius@tocandoasnacoes.com)


Antes de você ler este artigo, algumas ponderações merecem ser feitas. Inicialmente quero delimitar o presente artigo, pois o mesmo se diferencia na sua forma estrutural dos demais artigos que costumeiramente escrevo. A intenção deste é construir um texto-desabafo. Por esta razão optei em escrevê-lo na primeira pessoa do singular, pincelando experiências pessoais e linkando a uma reflexão pesarosamente crítica. Sei, portanto, que não serei bem visto por alguns companheiros de ministério que notoriamente são adeptos do que combaterei nas linhas que se seguem. Contudo, me uno neste artigo com intento de estimular os cristãos que informalmente encontro pela jornada cristã que igualmente a mim percebem que há algo de errado no rumo que a igreja brasileira está seguindo.

Torna-se imperativo e é oportunamente válido destacar com letras garrafais que o problema não é a Igreja, mas sim as igrejas. É verdadeiro postular que os fundamentos deixados por Cristo e subseqüentemente preservados pelos apóstolos não são ultrapassados e muito menos ineficazes para a igreja da atualidade. Entretanto, o que me deixa profundamente decepcionado é perceber que inúmeras igrejas estão edificando propositalmente outra Pedra Angular para a Igreja e assim intencionalmente desfocando a esperança cristã dos recônditos eclesiais. Gente esta, que de forma voluntária tentam banalizar a obra da cruz, se esquecendo que a maior vitória que nós podemos ter nesta vida já foi suficientemente conquista por Cristo no Gólgota, a nossa salvação. Deste modo, em defesa da Igreja, que tanto amo e sirvo, declaro: “não quero uma igreja de vencedores!”

A máxima busca por uma igreja de vencedores tem sido compartilhada pelas diversas denominações evangélicas, e das mais diversificadas linhas teológicas. E por mais distinto que seja o mundo evangelical, uma máxima me parece estar sendo comum, e não seria exagero afirmar que até se tornou um clichê do evangeliquês pós-moderno. Estou me referindo a tão aclamada vitória que é vivificada nas bocas dos líderes que a engordurando de positivismo afirmam: “você nasceu para vencer”, ou se apresenta no costumeiro: “hoje a sua vitória vai chegar”, ou então o clássico: “você não vai sair daqui sem sua vitória”. Estes se esquecem que a função básica da igreja é reconciliar o homem com Deus, sendo, portanto, fundamental que a Eclésia prime por modelar os neófitos ao caráter de Cristo, não viciá-los em vitória.

O meu constrangimento surge da intenção de descobrir as razões do porque e o que queremos tanto vencer. E mais instigante ainda, o que seria, então, vencer? Na tentativa de responder a tais questionamentos temos que “cavucar” um pouco mais nos calabouços das igrejas. Inicialmente acredito que uma das principais causas de encontrar algumas igrejas fanáticas por vitória e não mais encantada com a simplicidade das boas novas de Cristo Jesus se justifica pela secularizada literatura cristã sobre o tema liderança. Literatura esta que se caracteriza mais como auto-ajuda motivacional do que necessariamente bases cristãs para a liderança. Fica claro que o modelo de simplicidade, humildade e espiritualidade estampado na pessoa de Cristo não é mais o predileto das mega palestras. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!

Na “crista da onda” deste turbilhão de desconstrução bíblica acerca da liderança está o famoso e aclamado autor John Maxwell que axiomaticamente não escreve livros sobre o assunto liderança pensando em modelos de igrejas, mas sim em gestão empresarial. Desde antes de meus tempos de estudante de teologia até a presente era os livros de Maxwel ditam o que é um líder vitorioso. E posso afirmar com toda segurança de que não é este o modelo que deveríamos estar ministrando em nossas igrejas, pois não contempla a espiritualidade e nem a dependência em Deus, mas concentra-se na força de vontade e na determinação humana. Aqui, vencer é conseqüência da capacidade de influenciar pessoas. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!

Outro fator que tem colaborado substancialmente para que algumas igrejas evangélicas prefiram pregar vitória ao invés da mensagem do Carpinteiro Jesus se dá, pelo triste fato, de que as massas só estão buscando Cristo para resolver os seus problemas pessoais. Logo, fala-se tanto de vitória nos púlpitos, pois as pessoas estão tão preocupadas em como resolver as dificuldades causadas pelas más escolhas que intencionalmente fizeram ao longo da vida. Estes fanáticos por vitória não conseguem entender que estar na igreja é assumir uma nova identidade, é viver como peregrino nesta terra e é desejar ardentemente a pátria superior. Não podemos aceitar a liturgia dos cultos se tornarem completamente antropocêntrica, visando somente o homeopático alivio do homem nesta terra. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!

Caminhando quase que ainda na mesma linha de pensamento, é oportuno ponderar sobre as descristianizadas músicas do ramo gospel que insistem no tom do vencer. Encabeçando esta frenética busca pela vitória e embalada pelos melancólicos acordes podemos destacar a música de Jamily, intitulada: “conquistando o impossível”. Este é o tipo de música que representa com exatidão a vitória que o público evangélico está buscando: “Acredite é hora de vencer, essa força vem de dentro de você (...) nossos sonhos, a gente é quem constrói...”. De repente, quase que sem sentido, aparece a palavra Deus no meio da música, como que em um suspiro de consciência religiosa. No entanto, fica notória que a cantada proposta de vitória centraliza-se na iniciativa humana. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!

Os cultos dominicais, momento este que limitadamente resume a fé de muitos, ali mais uma destorcida razão de vitória nos solta aos olhos. Estou me referindo a tão desejada “numerolatria” – neurose e paixão obsessiva por crescimento numérico. Por motivo de profissão e ministério sempre convivo com pastores e líderes evangélicos e neste ciclo já me acostumei com a pergunta: “quantos membros tem sua igreja?”. Ao que parece é isto que determina hoje se uma igreja é vitoriosa e bem sucedida. Ensinaram-nos a mensurar a obra de Deus pela quantidade de simpatizantes. Portanto, os membros se tornam clientes e a igreja uma grande loja de conveniência, daí a relação está estabelecida, afague o cliente que ele voltará outras vezes, e quase sempre trará mais outro cliente-membro. Sendo assim, a igreja consegue reunir grande quantidade de pessoas não pelo poder de transformação do evangelho, mas sim pela capacidade de entreter e satisfazer. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!

Há ainda algo que me incomoda muito mais nesta busca por construir uma igreja de vencedores. Um insight que me vem a mente é que o princípio básico para que haja vencedores é que igualmente haja perdedores. E se, ao que parece como descrito nas linhas acima, a vitória se resume a conquistas humanas, os perdedores também nesta relação serão humanos. Tal alínea é antagônico ao apóstolo Paulo, que afirma: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” – Efésios 6:12. Esta vitória que produz perdedores não é a maneira bíblica de vencer. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!

Por fim, não quero uma igreja de vencedores, pois estes insistem em ensinar que quem congrega nestas igrejas nunca fracassam a não ser que tenham dado brecha para o maligno ou por incapacidade de fé. O fracasso não é bom, disto tenho plena convicção. Contudo, não posso negligenciar o fator pedagógico presente no “não vencer”. O fracasso tem uma função didática de fundamental importância, pois prova o caráter e solidifica convicções. Gente que só sabe vencer não aprende a perder, daí quando este fatídico dia chega, os “vencedores” apelam (leia-se, abandonam a fé). Por isto o escritor de Eclesiastes afirmou: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.” – Eclesiastes 7:2.

Qualquer tipo de vencer que constrói seu júbilo sobre as cinzas dos outros não merece receber a coroa de vencedor. Qualquer vitória que não seja banhada pela pessoa de Jesus Cristo deve ser refugada pela cristandade. Qualquer sucesso que se centraliza na força humana não deve ocupar lugar na espiritualidade evangelical. Creio que todos querem ser vitoriosos, e a bem da verdade esta é uma atitude nobre. Entretanto, o que deve ser questionado é que tipos de vitória estão pregando em nossos púlpitos. Por fim, reafirmo que meu mais profundo anelo é vencer, em todos os aspectos da minha vida, mas não seguindo estes preceitos pregados pelas “igrejas vencedoras”.

Que Deus nos abençoe!

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Propriedade Exclusiva de Jesus??



Porque declaramos coisas que não são verdades nem mesmo pra nós?
Essa pergunta é realmente difícil de responder. Até de entendê-la.
Adesivo gospel tá na moda nos carros de hoje. E hoje vi um adesivo desses, no vidro traseiro de um carro. Modesto até o carro, nada demais. O adesivo dizia: PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE JESUS!
Aí, fiquei pensando: se alguém estivesse precisando desse dinheiro, dentro da instituição-igreja mesmo, de maneira séria e comprometida, pra ir numa campanha de missões, por exemplo, ou pra ajudar na construção de um centro comunitário de ação social, ou outra coisa parecida..., será que nessa hora esse carro seria realmente PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE JESUS???
E fora da instituição-igreja, se alguém tivesse precisando pagar uma cirurgia complicada e cara, se alguém tivesse passando fome todos os dias pra alimentar um pouco seus filhos, se alguém precisasse consertar sua casa levada pela última enxurrada, arrumar seu carrinho de pipoca destruído pelo incêndio, etc..., será que o carro ainda seria PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE JESUS??
E, mesmo escrevendo transparecendo tudo ser apenas uma possibilidade, embora seja a maior das realidades, será que pelo menos ler e pensar nisso nós faríamos?

Mas não..., nosso umbigo continua sendo nosso deus-maior!! Nossas "propriedades esclusivas de Jesus" não passam de mais uma afirmação-clichê-gospel desprovida de verdade. E não, não temos o menor cuidado ou vergonha na cara e continuamos colocando adesivinhos por aí com dizeres que são verdadeiros, mas não pra nós mesmos!! Somos apressados em falar, mas nosso coração está longe do que declaramos...

Se fôssemos realmente propriedade exclusiva de Jesus estaríamos, com absoluta certeza, numa comunidade mais justa, igualitária, fraternal e comprometida com a verdadeira religião, aquela dos órfãos e das viúvas!
Estaríamos "soltando as correntes da injustiça, desatando as cordas do jugo, pondo em liberdade os oprimidos, rompendo todo jugo, partilhando nossa comida (e nossos carros!) com o faminto, abrigando o pobre desamparado, vestindo o nu que encontrarmos, não recusando ajuda ao próximo, eliminando do nosso meio o jugo opressor, o dedo acusador e a FALSIDADE NO FALAR (e a falsidade no declarar que somos propriedade exclusiva de Jesus!), renunciando a si mesmos pra beneficiar os famintos e satisfazer o anseio dos aflitos... (confira Isaías 58)
Mas não..., queremos só ser propriedades exclusivas de Jesus, sermos jardim fechado, regado e cuidado pelo Espírito, fluindo em nós como um manancial de águas vivas, cujas águas nunca faltam..., como diz a antiga canção que todos nós já cantamos um dia!
Se toda a verdade que declarássemos (tirada de algum versículo bíblico ou mesmo clichê-gospel) fosse realmente verdade em nosso coração, nossa vida prática mostraria esses frutos e não viveríamos com a tamanha dificuldade de relacionamentos que temos hoje, consequência da falta das coisas descritas acima, baseadas em Isaías 58. E essa tamanha dificuldade de relacionamentos traz seus frutos de injustiça, inverdade, falta de amor, falta de compaixão, egoísmos, etc...
Nossa sociedade é como é porque as religiões e instituições-igrejas são secularistas demais, egoístas demais, narcisistas de mais, hedonistas demais, pra viverem as verdades que às vezes pregam por aí, se fazendo de santas. Se realmente fossem o que declaram ser, ao menos a comunidade ao redor, o quarteirão em que ficam localizados..., ao menos os vizinhos seriam diferentes, pra melhor, do que são hoje!!
E pessoalmente, você, é o que prega?? Age como declara agir??? É coerente com os "adesivos" que você cola por aí?
Pense nisso..., como meditação pra um novo ano melhor do que o que passou..., afinal, pode ser seu último!!